Tenho sentido saudades de ti, não como pessoa mas como sentimento. Tenho tido saudades de ser amado. Saudades de acordar a teu Carla" ou mulher que me ame e eu ame, e sentir o teu corpo comigo. Olhar para ti e suspirar. Pensar que tenho de me levantar e ir trabalhar mas meu corpo queria colar ao teu.
Abrires os olhos e começar a azafama do dia. Correr para a casa de banho e desfazer a barba enquanto te deleitas num banho tépido. Passar a água pelo lavatório deixar cair os meu boxers e entrar na banheira e por breves momentos compartilhar o teu espaço e enroscar-me a teu lado enquanto a água corre. Beijar-te a boca húmida e deixar as nossas mãos e emoções avassalarem os nossos "eus". Ser todo eu e tu toda minha.
Já lá vai mais de um ano que não namoro, e sinto a falta do amor e do fazer "o amor", juntar dois corpos estranhos por breves e efémeros momentos não sacia a minha sede de ternura.
Há quem diga que devemos amar e sermos amados. Hum que bom seria se tal não fosse por vezes uma hipérbole, algo de grandioso e não alcançável ou palpável!
Hum ontem saí para dar uma volta de carro nestas noites tépidas e quentes ao mesmo tempo que deixa no nosso corpo o gosto da paixão assolapada do desejo carnal.
Hum recordei aquelas noites de verão em que à luz da lua, deitado numa qualquer duna sentindo a aragem ou brisa do mar me refrescava o corpo suado da paixão enquanto dois corpos carentes se acarinhavam e falavam um com o outro como que embevecidos e esquecidos do resto da humanidade.
Não há nada melhor que numa noite "solarenga / nocturna" nos envolvermos em abraços frondosos e escaldantes. Rolarmos no chão "pequeno" de uma qualquer toalha de banho ou manta esquecida e mofa jogada por outras ocasiões vibrantes e esquecermos o cheiro, esquecermos o mundo, esquecermos a noite, esquecermos tudo e só restar as nossas respirações e odor dos nossos corpos e vento ou maresia...
Entrelaçarmos os nossos eus e deixarmos-nos ir sem pensarmos em consequências...
Recordações passageiras, recordações idas...
Continuo com receio de amar e de ser preterido por um qualquer mais escaldante, ou novo, ou bonito corpo Adónis ou melhor em aspectos terrenos aos quais eu não posso superar as minhas diferenças ou inseguranças...
Sinto que ainda levarei algum tempo a que a minha auto-estima mental e corpórea imane de dentro do meu eu e transborde para este mundo cheio de coisas boas e menos boas...
Finalmente o Verão chegou ao Algarve. Já fui à praia e começo aos poucos a ficar moreno como eu gosto. Apesar de magrito adoro estar deitado ao sol e à noite olhar para o meu corpo todo bronzeado, ademais toda a gente sabe que quanto mais sol tiveres, claro com moderação, mais serotonina produzes e tens uma sensação de bem-estar e auto-estima elevada.
Continuo é em "Anki-Pur", o que é bom e no entanto mau. Atravessar uma fase de reflexão e introspecção faz-nos ver os bons e maus momentos que atravessámos mas também nos transmite uma paz aparente e solidão. Os meus telemóveis pararam de tocar, de receber mensagens, pois ao me afastar da vida "impura" compreendi que era só um pedaço do mau caminho e nada mais...
Olá
Atravessei um ano de 2007 menos bom, mas quero acreditar que este ano será diferente. O ano de 2008 começou bem se é que se pode dizer, numa visita fora de horas a Torremolinos, zona sul de Espanha, no entanto à chegada a Albufeira eis que tinha um pneu em baixo e para colmatar a situação ao mudar o pneu uma porca partiu-se na jante e tive de respirar bem fundo para não arder de raiiivaaa!
Realmente o ano transacto foi repleto de situações caricatas, tais como: fui assaltado, atropelado, tive com uma depressão enorme e pensei em ir desta para melhor, ( mas lembrei-me que estou proíbido de morrer );o meu namoro acabou e fui trocado por um puto de 18 anos, emagreci, tive problemas com uma operadora móvel e tive de esperar 3 meses pelo retorno do dinheiro que me pertencia, sem falar de que me caiu um pivôt. Só coisas agradabilíssimas eu tive.... 
Houve uma noite em especial que choveu intensamente e recordei por breves momentos a minha infância já ida. Aquelas noites ou finais de tarde de Abril ou Maio quando os relâmpagos cruzavam os céus e eu e as minhas primas, e amigos e amigas nos enrolávamos em mantas quentes devido à temperatura descer repentinamente e assim aconchegados, uns contra os outros, vislumbrávamos com emoção, num misto de respeito e admiração por aqueles raios de luz que iluminavam a noite escura... Para ali ficávamos a olhar extasiados com a beleza da natureza e imaginávamos mil e um acontecimentos, até inclusivamente se um de nós seria atingido por um raio e iria sobreviver e adquirir poderes supra - normais... Seríamos seres melhores, diferentes, cheios de poderes fabulosos e de uma inteligência sem precedentes. De um dia para o outro seríamos admirados por todos e deixaríamos de ser aqueles rapazinhos ou rapariguinhas desenxabidos, para nos tornarmos populares.
Nesses tempos os nossos corpos acordavam para a vida e as primeiras emoções das paixões brotavam de nós...
Foi nessas emoções incontroladas que me me apaixonei por aquela que foi o meu grande amor por dezanove anos. Demorei onze anos a lutar contra ela e a sua família para ser aceite. Grandes segredos entre as nossas duas famílias destruíam as hipóteses de nos aproximarmos como mais que amigos, pois tal era proibido. Jamais aceite e jamais murmurado ou pensado. O nosso "namoro" "flash" vinha e ia como as ondas do mar, e só após onze anos ela se declarou junto ao mar, num dia cinzento, frio, com ondas ásperas e libertou o seu amor por mim. Disse que sempre me amara mas nunca ousara aceitá-lo por medo...
A minha família sabia plenamente do meu amor e após "negar" aceitou e respeitou, pois o amor não se escolhe, amasse sem barreiras...
No entanto, houveram problemas no nosso tão recente e finalmente relacionamento, e este terminou de um dia para o outro e os nossos corações apaixonados, mas fechados, sem darmos o braço a torcer, ficaram calados por cinco anos. Ambos sofríamos e ambos sonhávamos um com o outro. Vieram pessoas, paixões assolapadas, mas nenhuma preenchia o nosso coração carente. Então o eclipse amoroso foi quebrado e voltámos envoltos em cinco anos de paixão reprimida. Contudo, as nossas vidas tinham mudado e já não poderíamos voltar a ser os mesmos. A distância entre nós tinha a quilometragem de quatrocentos quilómetros e aliada a essa distância que mata, e à minha auto-estima pessoal, sem falar de que quando amo verdadeiramente me mantenho "puro", e sentindo que poderia "conspurcar" essa pureza, abri as mãos e dei-lhe a possibilidade de voar e ser feliz. Dei-lhe infelizmente duma forma "cruel"! Fiz com que me odiasse para que deste modo pudesse me esquecer mais rapidamente. Sofri na penumbra o seu desprezo, mas aguentei calado e só quando a senti segura de si e se apaixonou por outro, abri o meu íntimo e lhe contei. Ela compreendeu apesar de ter achado que eu não deveria ter feito este tratamento de choque - relâmpago.
Hoje é uma mulher muito mais optimista e feliz. Eu... eu escolhi o ... esperar um dia pelo momento certo para amar e ser amado...
E assim se passaram dezanove anos amando uma só mulher...
A chuva continua a cair lá fora e estas recordações afloram à minha pele. Passado... Tenho é de olhar o futuro!
O meu e não só o dos outros...
Não sei o que se passa toda a gente de todas as idades querem se meter na minha vida.
- Qual a razão de que um homem da tua idade não namora?
- Porquê estás sozinho?
- Já pensaste em mudar de estilo?
- Não sejas tão amigo e falador, parte logo para a acção!
Ando desiludido com toda esta conversa e com todos estes encontros "escaldantes" que no fim não dão em nada. Já amei, já fui feliz! Agora estou numa fase de solidão e auto-conhecimento interior. Acho que prefiro estar só a sofrer de novo mais uma desilusão. Será que não compreendem que sou hiper extrovertido mas quando amo fico "encolhido" e as palavras não me saltam da boca e a timidez toma conta de mim!
Tive nas minhas mãos o amor da minha vida e devido à distância tive de abdicar dela e deixá-la ser feliz. Amar é que querer que quem amamos seja feliz e foi isso que eu fiz. Deixei-a ser feliz.
Estou com 31 anos, já a caminhar para cota, mas não sinto necessidade de correr sem rumo no intuito de arranjar uma namorada qualquer para passar bons momentos. Quero quem me ame e queira e não só dois corpos juntos "animalescos". Não sei se realmente sou bom "naquilo" pois a mulher tem a possibilidade e habilidade para fingir. Dizem que sim, mas será que de facto assim o é? Daí procurar algo de concreto. Com amor todas as sensações são impulsionadas e cada toque simples torna-se um misto de prazer sem fim. Cada beijo, cada toque, cada sensação percorre os nossos corpos e é intensificado ao infinito.
Sim gostaria de ter alguém a meu lado, mas sim, quando saio à noite não saio com a intenção de "comer", mas sim de me divertir e acabo dançando toda a noite sem parar e sem notar o que se passa á minha volta e como pouco auto-estima parto sempre do princípio de que não estarão de modo algum a olhar para o magrinho que desde a infância foi posto de parte por ser diferente da beleza "adónis"!
Hoje em dia sou aquele que dá conselhos, junta casais e a quem as pessoas veem pedir auxílio. Trato de papéis, levanto os seus auto-estimas, indico-lhes os bons caminhos e abro-lhes os olhos. No entanto, os conselhos são para os outros e não para mim.
Como eu digo estou a passar uma fase de "anki-pur",( palavra que criei, sujo significado é purificação cármica ). Resta saber quando vai terminar e quando voltarei a ter um ataque de ansiedade sendo eu "Don Juanista", vertente masculina da palavra "ninfo".
Há quem diga que se amar e ser amado verdadeiramente, toda esta ansiedade passa, pois só o estar lado a lado com o nosso amor compensa tudo. Eu acredito que sim...
Fez no dia 7 de Abril um ano que fiquei solteiro de uma noite para o dia.
Foi um dia que começou após o pequeno-almoço duma forma deveras triste, mas o tempo avança e desde aí voltei-me a apaixonar mas de novo o resultado não foi os melhores. Nunca tenho sorte!
Os meus verdadeiros amigos e amigas que são poucos neste mundo repleto de falsidade dizem que o meu coração irá ser preenchido quando menos eu esperar mas custa-me a acreditar nisso, e sou honesto o suficiente para admitir que por vezes " fugo "da felicidade, com medo de voltar a sofrer. Não sou um homem de meias palavras ou meias certezas, ou amo, ou não amo, ou gosto e continuo a gostar, ou não, e ou sinto prazer ou não. Não há meias verdades e não consigo mentir nos meus sentimentos nem "fazer amor" com quem não amo verdadeiramente ou tenha uma afinidade. Digo isto pois o amor não nasce como o sol de uma noite para o dia, constrói-se com o tempo, mas fazer amor é algo de extremamente diferente de ter sexo. Detesto a palavra fazer amor. Eu digo demonstrar o meu amor. Algo de pessoal, de não egoísta. Algo ou sentimento de entrega total a quem gostamos ou amamos, completamente diferente de nos entregarmos a uma pessoa por breves momentos e libertarmos as tensões acumuladas da nossa sexualidade latente e irracional. Com isto não digo, nem condeno o sexo casual. Digo e afirmo é que os sentimentos e sensações são diferentes. O toque, o momento, o calor são diferentes...
Eu também não sou um santo, sou homem já faz fiz por diversas vezes sexo casual e até blind dates, mas são momentos que passam e não recordamos mais...
Os sentimentos perduram mesmo que a brisa se torne vento e o vento tempestade, ficam gravados no nosso "coração".
Este fim de semana fui ao norte visitar o meu irmão. Ele convidou-me para ser o seu Padrinho na sua queima das fitas. Ao princípio fiquei com pouca vontade. Primeiro pois estou a viver em Albufeira e ir a Bragança fica a 750 km, segundo é a cidade onde vivi por duas semanas em 1997, quando entrei nessa mesma Universidade e aliado a uma forte depressão quase cometi o suicídio, foi um momento estranho e forte.
Foi no entanto maravilhoso quando o vi todo trajado. É o meu sangue. Contudo, não é só o sangue que nos une, há uma ligação mental e telepática, que nem a distância nos pode separar.
A missa foi simplesmente espectacular e no meio daquela confusão conseguimos, eu, a minha mãe e pai lugar sentados e podemos assistir a toda a cerimónia religiosa.
Ver o meu sangue ali com a sua pasta levantada e todos aqueles estudantes cheios de orgulho e alegria quase me fez derramar lágrimas de felicidade.
Daí houve o almoço em família e eis que por volta das quatro da tarde nos dirigimos de novo à Universidade de forma a assistirmos à Queima das Fitas e mais que isso, a que eu pudesse apadrinhar o meu irmão.
No momento exacto em que este subia a nossa mãe quase desmaiou devido à emoção de ver o seu filho a ser “homenageado”. Tive quase de o arrastar e ele acabou subindo triste ao palco, e ambos nervosos procedemos à cerimónia, e nos abraçamos no fim.
A cerimónia consistia em subirmos ao palco, eu lhe desapertar a capa, tirá-la, dobrá-la em três, entregar-me a cartola, mais a bengala, depois ele “queimar”, entregar-me a pasta e eu colocá-la em cima da capa, dobrar as fitas todas para dentro desta, e envolvê-la na capa, que era dobrada em três, de seguida entregar-lha, colocar-lhe um laço da côr do seu curso, pôr-lhe a cartola e abençoa-lo com dois toques um de cada lado do ombro e por fim dar-lhe três “pauladas” na cartola. Foi divertido e por fim foi ao banho, num tanque.
Tenho orgulho no meu irmão…
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